Casa dos Gritos

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Casa dos Gritos

Mensagem por Narrador em Dom Dez 27, 2015 5:01 pm




Localizada em Hogsmeade, a Casa dos Gritos ganhou esse nome devido aos constantes gritos e gemidos que vinham de dentro dela, a cerca de 20 anos atrás. A casa foi silenciada há anos, mas a reputação de ser a casa mais sombria da Grã-Betanha permanece. As janelas são fechadas com tábuas e o jardim é úmido e mal cuidado.
Todas as entradas estão tampadas, exceto a passagem pelo Salgueiro Lutador, que poucos conhecem. Os fantasmas de Hogwarts evitam a casa e dizem que é habitada por uma turma da pesada.


Casa dos Gritos

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Re: Casa dos Gritos

Mensagem por Andrômeda M. Lewis em Dom Mar 05, 2017 9:31 pm




The Clock

I'm a thief.



O vulto magro de Lewis passou o portal de entrada da casa e esgueirou-se para o caminho lateral, uma estradinha de terra batida que levava até o vilarejo mais próximo. Hogsmeade ficava perto do emprego da mãe, mas ninguém ali lembrava do rosto da filha mais velha da diretora de Hogwarts. As pernas moviam-se com rapidez, o vento levava os fios soltos do coque que Andrômeda havia feito. Um sorriso adornava os lábios, fugir da nova babá havia sido extremamente fácil – principalmente depois que Anne começou um discurso sobre um gnomo estar entre suas bonecas – e o trajeto até o vilarejo não era cansativo nem incomodava a menina.

Quando pessoas começaram a aparecer, Andrômeda, aliviou o passo. A corrido tornou-se uma caminhada distraída, a bolsa pendurada ao lado do corpo era de couro barato, cheia de remendo e suja. A roupa estava em péssimas condições, o suéter verde escuro estava com furos nas mangas e desbotado, a calça escura era larga e tinha os joelhos marcados pelo desgaste e a boina que usava na cabeça era de aparência velha. Arrumou os fios que bloqueavam sua visão e caminhou distraidamente. Ela saberia onde atuar, era no correio. Os velhos senhores andavam por lá, distraídos e com os bolsos recheados de galeões e objetos caros. Ela não precisava roubar, mas havia sido interessante a experiência sabia que dava trabalho, era perigoso e começava a tornar-se um vício, mas ficar em casa com Anne gritando em seus ouvidos e fazendo vozes irritantes para a atuação de suas bonecas já estava deixando a jovem louca.

Lewis passeava e corria perto do correio, como uma criança normal, mais uma órfã na rua do vilarejo. Seu alvo era um grupo de senhores grisalhos, um em especial chamava sua atenção era gordo, baixo e careca. Um típico bruxo velho, rico e sem nenhuma coisa útil para fazer na vida. Consultou o relógio que levava ao pulso, nele os ponteiros eram membros de sua família e os números locais que a família costumava frequentar. O ponteiro que sinalizava a mãe estava em Hogwarts, o pai no Ministério e a irmã em casa. Respirou fundo. Assim que viu sua chance de furtar, seguiu um grupo de meninos que corria em direção aos senhores. O velho e os amigos estavam com a cara enfiada em uma edição do Profeta Diários. Andrômeda sabia que o relógio não estava preso no bolso, então como um fantasma afanou o bolso do velho, sentiu o metal frio entre os dedos e o fez deslizar para dentro de sua bolsa. Fingindo que brincava com os meninos escutou as ofensas proferidas pelos mais velhos e afastou-se.

Correu. Seus pulmões começavam a pedir um descanso quando amenizou o passo, a corrido tornou-se uma caminhada apressada até a casa dos gritos. De longe pode ser o edifício, velho, mal cuidado e vazio. Passou pela cerca antiga e pontuda, uma leve camada de neve cobria o solo e deixava os rastros da menina ali. Ajustou seu curso para a parte de trás do prédio, ali havia uma entrada no solo, um buraco. Que levava até uma parte falsa do assoalho do primeiro andar, assim que esquivou-se para dentro Andrômeda retirou a boina e soltou o cabelo. A juba castanha deslizou pelas costas da menina, o cheiro de morango do shampoo espalhou-se pelo ar e fez a menina acordar do transe em que havia entrado. Sentiu-se culpada, ela roubava sem nenhum motivo e aquilo era errado, mas ao mesmo tempo tão bom que a jovem não queria parar. Balançou a cabeça para afastar o pensamento inútil, apressou os pés a subirem as escadas para o segundo andar. Entrou em um dos quartos, o papel de parede já estava velho, manchado, arranhado e faltando e inúmeras partes, a cama de molas tinha um colchão mais furado de queijo suíço e as teias de aranha ocupavam boa parte das paredes e cantos escuros do ambiente. Arrastou o criado-mudo com cuidado e ajoelhou-se no chão, os dedos finos puxaram a madeira solta e revelaram a velha caixa onde a garota guardava seus objetos roubados. Assim que Andrômeda ergueu a caixa e a abriu pode vislumbrar o que já havia colecionado, a maioria dos objetos eram relógios e a outra parte era uma bagunça de dar dó. Colocou o novo relógio junto com os outros e fechou a caixa cuidadosamente, colocou-a no seu lugar de origem e colocou a madeira para tapar o buraco.

Após colocar o criado-mudo em seu lugar, Lewis esgueirou-se pelo buraco no assoalho e saiu para o vento que cortava o fim da tarde. Observou o relógio mais uma vez e os orbes azuis da menina saltaram, o ponteiro que indicava o pai começava a mover-se em direção a casa. Andrômeda correu, forçou suas pernas o máximo que pode em direção a sua casa. A mente borbulhando sobre as mentiras que contaria e o quão rápida deveria ser para trocar de roupas.
[POSTAGEM ENCERRADA]



Postagem atemporal.  



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Nas fraldas

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