Salgueiro Lutador

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Salgueiro Lutador

Mensagem por Narrador em Dom Dez 27, 2015 4:02 pm




Um salgueiro, como o próprio nome diz, lutador. De longe parece uma árvore comum e de perto se torna pior que uma fera. Dotada de uma magia diferente dos outros salgueiros, esse pode se mexer, dar chicotadas e pauladas com seus troncos em quem passar perto. Embaixo de sua raiz monstruosa, existe uma pequena passagem, que da acesso a Casa dos Gritos em Hogsmeade, uma passagem que pouquíssimos sabem. Para conseguir passar por esse atalho, deve-se imobilizar o Salgueiro, e o que quase ninguém sabe é como fazê-lo, existe um pedaço de raiz que serve como um ativador que ao ser pressionado paralisa a árvore por um tempo. O salgueiro fica próximo a ponte de pedra, do lado esquerdo do castelo.

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Última edição por Narrador em Qui Jun 22, 2017 6:44 pm, editado 2 vez(es)

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Re: Salgueiro Lutador

Mensagem por Agatha Parrish em Qua Dez 07, 2016 11:21 pm

Salgueiro Lutador
O dia estava um pouco nublado, mas o sol aparecia timidamente por entre as nuvens, Agatha andava distraidamente por entre os arredores do castelo, até que se viu na frente do Salgueiro Lutador.

Nada intrigava Agatha mais do que o Salgueiro Lutador, uma árvore grande, retorcida, com poucas folhas, raízes a mostra, que se rebatia e atacava quem chegasse perto.  

Não podia deixar de comparar sua própria personalidade com a da árvore. Esse jeito diferente e intimidante que compartilhavam parecia afastar as pessoas tanto da jovem sonserina quanto do tão belo elemento da natureza mágica.

Agatha sentou-se não muito próxima a árvore, ela claramente conhecia as histórias de alunos que foram jogados até dez metros de distância, ficou observando o penhasco e parte da floresta proibida. Quanto mais diferente fosse algo, mais atrairia Agatha.

Após algum tempo, Agatha havia caído no sono, uma coisa que fazia as vezes quando estava extremamente entediada. Só que durou pouco, pois alguém havia esbarrado nela...


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Última edição por Agatha Parrish em Seg Dez 12, 2016 10:50 pm, editado 1 vez(es)
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Re: Salgueiro Lutador

Mensagem por Aisha Müller em Qui Dez 08, 2016 11:35 pm



Salgueiro Lutador

O clima nublado deixara aquela manhã um tanto sombria, se somado ao fato de a escola estar completamente vazia devido ao horário. Nem mesmo Aisha estaria rondando pelo castelo antes do início oficial do ano letivo às 7:30 se não houvesse sido acordada pela brisa gélida que entrara pela janela, que tinha sido esquecida aberta.
Sabendo que não conseguiria voltar a dormir, decidiu se levantar e distrair-se antes que começasse a sofrer de ansiedade pelo início das aulas, tanto por ser seu primeiro ano em Hogwarts quanto por ser uma pessoa que dificilmente conseguia se enturmar.
Vestida com uma calça legging preta e tênis esportivos, optou também por colocar o largo suéter de sua casa por cima da simples regata, afinal, fora justamente o clima que a tirara da cama.
O caminho para fora do castelo não fora difícil de se encontrar, ainda mais pela indicação do fantasma da Grifinória, Sir Nicholas, que perambulava por um corredor no qual a jovem passou. Chegando aos terrenos de Hogwarts, pôs-se a correr. Para Aisha, correr era mais do que um simples exercício. Era a maneira que ela encontrava de clarear seus pensamentos, de sentir-se bem consigo mesma, de conectar-se com seu falecido pai trouxa – este que lhe ensinou a amar ao ar livre e a velocidade de seus pés.
Correu pelos terrenos por quase meia hora, quando algo prendeu sua atenção. O tão famoso Salgueiro Lutador era ainda mais fascinante de perto. Atraída pelos movimentos de seus retorcidos galhos, que pareciam dançar, Aisha não se deu conta de que se movia em direção à bela árvore até tropeçar em algo e seu corpo ir de encontro com o chão.
A garota de olhos verdes começou a rir de seu desastre, levantando-se e tirando os vestígios de grama de suas roupas, cessando o riso ao descobrir que não tropeçou em algo, mas sim em alguém.

— Oh meu Deus, sinto muito! — Ela gesticulava violentamente com as mãos, como fazia quando estava envergonhada ou nervosa, o que era bem frequente. — Juro que não foi por querer, eu só... Estava distraída. Você está bem?

Aisha respirou fundo tentando se acalmar e analisou melhor a garota na qual havia tropeçado. Seus olhos castanhos claros destacavam os longos cabelos loiros platinados. De estatura média alta, concluiu que a garota era realmente bonita.
Reparou também em seus uniformes, que estavam estampados com a cobra que representava a Sonserina. Conhecia o suficiente sobre os boatos dos moradores desta casa mas não dava a mínima. Aisha nunca julgaria alguém sem conhecer seu caráter. E mesmo que conhecesse, provavelmente continuaria sem julgar. De qualquer maneira, o erro fora cometido pela lufana e conversar um pouco não mataria ninguém.

—Juro que geralmente saio tropeçando somente em objetos ou conhecidos. — A jovem sorriu, tentando amenizar o clima. — Aliás, sou Aisha. E você é?

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Última edição por Aisha Müller em Sab Dez 10, 2016 8:32 pm, editado 6 vez(es)






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Re: Salgueiro Lutador

Mensagem por Agatha Parrish em Sab Dez 10, 2016 10:28 am

Salgueiro Lutador
Agatha acordou um pouco assustada mas logo recuperou seu senso de direção. Olhou para os lados e viu uma morena com um suéter da Lufa-lufa se desculpando por tropeçar e se apresentando.

—Sem problemas, eu sou distraída as vezes também.—ela respirou fundo e resolveu se apresentar —Me chamo Agatha.

Ela achava a fama da Sonserina e o medo das pessoas quanto a eles, uma baboseira. Ambição não é motivo de se temer ou odiar.

—Não precisa ficar receosa ao falar comigo, somos tão normais quanto qualquer outra casa.—Agatha diz um pouco risonha, ao lembrar que sua irmã também é lufana.

Agatha se levanta para ficar de frente com Aisha, a primeira pessoa que teve coragem de conversar com ela.

Ela queria ter amigos, sem se importar muito com casas, seu pai que havia a ensinado a não ter preconceito com isso pois tinha feito amigos de todas as casas sem nenhum problema.
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Última edição por Agatha Parrish em Seg Dez 12, 2016 10:51 pm, editado 1 vez(es)
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Re: Salgueiro Lutador

Mensagem por Vito S. Beauford em Sab Dez 10, 2016 6:13 pm



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Vito não conseguiu pregar os olhos durante a noite inteira, nem Ruby, sua gata, foi capaz de acalmar o turbilhão de pensamentos que o mantinha acordado.

Em certo momento decidiu que seria melhor levantar à ficar se revirando nos lençóis azuis. Ele então vestiu-se e após deliberar se colocava ou não o suéter de sua casa, pegou seu diário de couro e rumou escada acima, para sua sala comunal.

Sua intenção inicial era de ficar por ali mas ele muda de ideia ao olhar pela janela e ver a claridade do sol, mesmo que camuflada pelo tempo nublado.

Enquanto tenta chegar ao lado de fora não pode deixar de admirar a grandiosidade do castelo, há quase um ano ele nem imaginaria estar em lugar como esse, quanto mais estudar. É claro que também não estava nos seus planos descobrir ser um bruxo. Depois de algum esforço o corvino consegue encontrar o seu caminho e agradece mentalmente ter optado por usar o suéter grosso ao se deparar com a brisa fria que o acomete assim que pisa do lado de fora.

Caminhando pelos arredores do castelo um grande salgueiro chama sua atenção, imponente, é impossível não notar a bela árvore. A ideia de passar a manhã escrevendo ao seu pé é estimulante ao loiro que, automaticamente, começa a se aproximar dela, seu diário preso firmemente debaixo do braço.

Até que, de súbito, um dos galhos se movimenta bruscamente para afastar um pássaro que tentava pousar. Vito congela com o susto e imediatamente se lembra de ter lido sobre aquilo em alguns dos livros que foram indicados quando lhe fora explicado sobre a escola e sobre tudo que envolvia o fato de ser um bruxo. Ele teria que ser muito mais atento para não cometer erros como esse futuramente.

Com o coração acelerado, o corvino recua vários metros e se senta no chão, próximo a um arbusto bem cuidado, de forma que dificilmente seria visto por alguém que só estivesse de passagem por ali.

Ele então começa a escrever sobre as preocupações, sentimentos e mudanças que essa nova etapa trouxe para sua vida. Vários minutos se passam, talvez horas, até que vozes chamam a atenção do loiro.

Seus olhos azuis pousam em duas garotas que conversam bem mais próximas da árvore do que ele ousou se arriscar, mas do lado oposto a onde ele se encontra. Elas já estavam ali há algum tempo, mas ele estava concentrado demais para perceber.

Vito pensa em se aproximar, mas elas estão entretidas demais e ele prefere não atrapalhar a conversa. Pelo modo com que parecem confortáveis elas claramente pertencem àquele lugar, já ele nem entende direito o que está fazendo ali. Certamente não teriam assunto.

Respirando fundo, ele volta a escrever.



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Última edição por Vito S. Beauford em Qui Dez 15, 2016 2:58 pm, editado 10 vez(es)
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Re: Salgueiro Lutador

Mensagem por Aisha Müller em Sab Dez 10, 2016 8:14 pm



Salgueiro Lutador

Foi alivio que sentira ao perceber que Agatha era, na verdade, uma pessoa legal. Pela primeira vez na vida, sentiu vontade de se vangloriar por ter acertado em algo: a fama dos sonserinos fora feita de maneira erronia. Se Aisha odiava algo, era sem dúvidas os rótulos. Se você pertence a Sonserina, é cruel. Se sua casa é a Lufa-Lufa, você é fraco. A verdade era que os comportamentos são os mais variados e não podia-se generalizar. Mas as pessoas pareciam não gostar de ter ideais próprios, seguindo então o que os outros pensavam.

— Peço perdão se dei a ideia de que tive receio por causa de sua casa. — A lufana encolheu os ombros, os olhos transbordando simpatia. — É que ainda não me acostumei com este lugar. É tudo tão estranho. Além disso, nunca fui alguém muito boa em me comunicar.

Ao ver Agatha levantar-se, estendeu a mão em sua direção e sorriu, com o pensamento de que talvez poderia fazer uma amiga e sentir-se menos solitária naquele enorme castelo.

— É um prazer. Primeiro ano em Hogwarts?

Respirando fundo, sentiu o cheiro da grama ainda úmida da garoa noturna e observou os mais variados tons de verde da mesma. Era sua cor favorita. Mesmo sem conhecer o resto do castelo, sentia que aquele seria seu refúgio. O lugar era grande o suficiente para suas corridas, o canto dos pássaros era suave e os movimentos do grande Salgueiro, por algum motivo estranho, era reconfortante. Talvez sua agressividade a lembrava de sempre continuar lutando, mantendo-se forte.

Aisha só acordou de seus devaneios quando notou um suave movimento a algumas árvores de distância. Achando que poderia ter sido um animal, estreitou os olhos para enxergar melhor. Notou então que tratava-se de um garoto. Ele estava sozinho, seu semblante demonstrando cansaço, enquanto suas mãos trabalhavam em escrever algo.
Não gostando de ver alguém excluído, Aisha mordeu os lábios, considerando se deveria conversar com o garoto. Não queria incomodar e ela poderia ter se enganado, achando que o garoto poderia apenas ficar longe dos amigos um pouco. Em dúvida, cutucou a garota a sua frente.

— Acha que devemos conversar com ele? — Cruzou os braços sobre o peito, indicando o garoto com a cabeça. — Ele parece solitário, mas não sei se ele apenas quer ficar sozinho ou ainda não fez amigos.

Suspirou, encarando o nada enquanto esperava pela opinião de Agatha. Sabia que não sabia nada mais do que o nome da garota, sentindo-se meio insegura por talvez estar forçando a barra, quando Agatha pode não querer nem sua amizade. Mas apesar de tudo, precisava de alguém que tirasse sua dúvida e ela era a única com quem poderia contar no momento.

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Re: Salgueiro Lutador

Mensagem por Agatha Parrish em Sab Dez 10, 2016 9:18 pm

Salgueiro Lutador
Agatha se sentiu um pouco melhor após Aisha se desculpar por algo que nem foi ela que inventou: o preconceito entre as casas. Ao ver Aisha estender a mão, ela levanta logo em seguida e aperta. E claro, também retribui o sorriso para a garota distraída mas simpática.

—Sim, é meu primeiro ano aqui e suponho que seja o seu primeiro também, certo?—ela pergunta afirmando.

Ela olha para a morena e vê que ela havia desfocado a atenção, o que incomoda a garota mas a deixa curiosa. Viu que Aisha estava olhando para um garoto loiro.

Não dava realmente para saber qual casa ele pertencia, pois estavam longe o bastante para poder ver apenas um loiro solitário.

Após receber uma leve cutucada, Agatha parou de encarar o garoto e se virou a Aisha.

—Ele provavelmente não tem amigos,—ela olha mais uma vez para o rosto triste e confuso do garoto —estava me sentindo um pouco dessa maneira até agora pouco.

A loira platinada olha o rosto de ansiedade e receio da garota ao seu lado, sabia que era difícil forçar a barra com pessoas novas mas, Agatha havia simpatizado com Aisha e talvez poderiam se tornar amigas.

—Acho que deveríamos ir falar com ele, não é fácil ficar sozinho nesse imenso castelo.—ela diz pensando, não custaria nada arranjar mais um novo amigo.

Agatha começou a andar em direção dos arbustos na qual o garoto estava escondido, percebeu que Aisha ainda estava parada.

—Você vai vir ou não?—ela para por um momento, antes de continuar a caminhar até o local desejado.
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Última edição por Agatha Parrish em Seg Dez 12, 2016 10:54 pm, editado 1 vez(es)
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Re: Salgueiro Lutador

Mensagem por Aisha Müller em Sab Dez 10, 2016 10:29 pm



Salgueiro Lutador

— Certo. Acho que meu nervosismo e o terrível senso de direção acabaram me entregando. — Aisha concordou e sorriu timidamente.

O coração da garota apertou-se ao ouvir a resposta de Agatha em relação a si mesma e ao garoto misterioso. Identificava-se com ambos, de modo que seus instintos protetores se aflorassem. Aisha nunca havia realmente feito amigos. Devido à manifestação descontrolada de seus poderes e graças a uma síndrome do pânico que fora superada, durante toda sua infância estudou em casa com seu pai trouxa - que era professor - até que ele veio a falecer devido a um ataque cardíaco. Com o ocorrido, agora que Aisha já era uma garota crescida, sua mãe matriculou-a em um colégio para cursar o ensino médio, com medo de que seus problemas voltassem se ficasse trancafiada dentro de casa. O primeiro ano passou-se tranquilamente, onde a garota conquistou poucos e bons amigos.O problema deu-se quando a jovem colocou, sem querer, fogo no cabelo de uma garota que mexera com sua melhor amiga, levando a sua imediata expulsão do colégio. Logo após o catastrófico episódio, sua carta para Hogwarts chegou.

Mais uma vez havia ficado nostálgica e desviado o foco da nova conhecida. Se Agatha a achara louca não demonstrou, mas Aisha podia apostar que ela pensava isso. Por que não pensaria? A própria lufana achava-se louca. Balançou a cabeça e fez uma careta, murmurando "qual é o seu problema?" antes de correr atrás da platinada.

— Ei, eu estava pensando em uma coisa. — Aisha chamou a atenção de Agatha ao alcança-la, no meio do caminho ao garoto. — Seus pais achavam sua carinha de joelho tão bonita a ponto de te chamarem de "A gata"?

Brincou com o nome da garota que poderia ser entendido como se ela fosse a maior gata, achando que era a melhor maneira de quebrar o clima ligeiramente tenso. A verdade era que Aisha era a rainha dos trocadilhos e estava se segurando até o momento para não soltar tal piadinha. Só esperava que a garota não brincasse de volta perguntando o motivo do nome um tanto diferente da garota. Provavelmente ficaria completamente constrangida ao contar que seu nome fora apenas um pisão no pé em uma hora errada. Sua tia Shailene havia pisado no pé do pai de Aisha exatamente no momento do registro do nome da garota, fazendo com que ele praticamente gritasse "Ai, Sha!".

Somente mais alguns passos e alcançaram o tal garoto misterioso. Ele parecia um tanto concentrado e Aisha aproveitou-se para analisa-lo, por pura curiosidade. Seus cabelos eram loiros, um pouco compridos e seus olhos bem azuis. Sua altura parecia ser média/alta. Limpou a garganta para chamar a atenção do jovem corvino - pôde perceber isso por seu uniforme. Trocou um rápido olhar com Agatha e acabou se pronunciando primeiro.

— Olá. — Sorriu docilmente. — Gostaria de companhia ou estamos incomodando?


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Última edição por Aisha Müller em Sex Jan 06, 2017 3:31 pm, editado 1 vez(es)






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Re: Salgueiro Lutador

Mensagem por Vito S. Beauford em Dom Dez 11, 2016 12:28 pm



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Compenetrado na escrita, o loiro levanta a cabeça surpreso com a saudação. "Quando foi que elas se aproximaram e eu não percebi?" Normalmente ele é muito atento e observador, mas essas qualidades desaparecem quando está com uma caneta na mão. A mãe disse que puxara essa característica do pai escritor, que sempre viajava pra outro mundo quando escrevia. Infelizmente não teve oportunidade descobrir por si mesmo outras semelhanças compartilhadas, o pai morrera de câncer pouco tempo antes de seu nascimento.   

As duas garotas que vira conversando agora estão paradas na sua frente em expectativa, pelo uniforme pode ver que são da Sonserina e Lufa-lufa. Ele não sabe muita coisa sobre as casas, no entanto bastou passar um tempo ouvindo os outros alunos que pôde perceber a má reputação que a casa das serpentes tem, apesar disso olhando para a loira não consegue perceber nada de ameaçador ou maligno. Ele não vai rejeitar alguém por conta de convenções, Vito nunca gostou de rótulos e isso não mudaria agora.

— Olá! — O corvino diz calmamente enquanto fecha o livro e se levanta limpando a grama e as folhas da calça — Vocês não incomodam, não estou fazendo nada de importante.— Responde com um sorriso.

Ele não pode deixar de reparar como elas parecem normais e bonitas, o completo oposto das bruxas de sua infância, que tinham um nariz estranho e verrugas. Levando em conta que ele mesmo é um bruxo, muitas das características típicas dos contos infantis dos trouxas não se assemelham em nada com a realidade.

— Meu nome é Vito. Qual é o de vocês? — O loiro sorri de lado tentando causar uma boa impressão.

Por mais que seja contra sua natureza fechada, talvez não seja uma má ideia fazer amigos.



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Última edição por Vito S. Beauford em Qui Dez 15, 2016 2:57 pm, editado 9 vez(es)
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Re: Salgueiro Lutador

Mensagem por Agatha Parrish em Seg Dez 12, 2016 10:28 pm

Salgueiro Lutador
Elas caminharam juntas e no meio do caminho Aisha soltou um trocadilho sobre seu nome, ela obviamente riu por ser claramente péssimo mas resolveu não revidar falando sobre o nome da morena, além do mais não era boa com isso.

A origem do nome de Agatha não era algo glamouroso, era apenas pelo fato de sua mãe (que é trouxa) ser apaixonada pelos contos policiais da Agatha Christie.

Ao chegarem no garoto, ele levou um breve susto, pois estava entretido com seu caderno. Aisha se prontificou com seu jeito doce e ele logo se apresentou.

—Prazer Vito, meu nome é Agatha.—ela diz retribuindo o sorriso loiro.

Enquanto esperava que Aisha se apresentasse, Agatha analisou Vito, ele tinha olhos claros e dava para notar que ele estava um pouco perdido com Hogwarts. Mas ele era da Corvinal, ele conseguiria contornar isso de uma forma inteligente.

—Está se adaptando ao castelo?—ela pergunta tentando entender o garoto.

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Re: Salgueiro Lutador

Mensagem por Aisha Müller em Ter Dez 13, 2016 9:33 pm



Salgueiro Lutador

Se sentia-se pequena ao lado de Agatha, ao lado de Vito sentia-se uma anã. O jovem corvino era pelo menos duas cabeças maior do que a morena de pouco menos de 1,60 de altura.

— É um prazer conhece-lo, Vito. — A garota sorriu timidamente, estendendo a mão para cumprimenta-lo. — Me chamo Aisha.

Apresentou-se após a sonserina, sentindo a fadiga abater-lhe devido à corrida que realizara a poucos minutos. Após a morte do pai, a garota havia afastado-se da atividade física, percebendo só então que seu corpo havia se desacostumado, considerando que Aisha sentia-se exausta após apenas trinta minutos correndo. No momento, tudo o que ela desejava era não ter se levantado após o tropeção em Agatha, somente para poder descansar o corpo e até mesmo, talvez, recuperar o sono que lhe fora tirado pelo livro que a fizera chorar como nunca havia chorado — até porque a garota tinha o dom de conseguir dormir tranquilamente em qualquer lugar. Por outro lado, se não houvesse se levantado, provavelmente não estaria conversando com os dois jovens que poderiam se tornar seus amigos, ou ao menos alguém com quem se conversa de vez em quando. Aisha acreditava que tudo acontecia por algum motivo — apesar de às vezes achar que o universo estava gozando com sua cara.

Suspirou, pensando se estaria saindo-se bem ao tentar fazer amigos. Talvez eles estivessem conversando com ela por educação apenas, achando-a parecido com o Pateta, um personagem do mundo trouxa.

— Vito, espero que a pergunta não lhe incomode, mas... O que tanto escreve? — A garota perguntou, lembrando do quão focado ele parecia. O modo como ele e o papel pareciam apenas um a intrigava. — Uma espécie de diário, histórias ou algo do tipo?

Aisha olhou para a garota ao seu lado, notando pela sua expressão que a mesma estava confusa. Até abriu a boca para perguntar se a jovem estava bem, mas desistiu na última hora, não querendo ser enxerida.Cruzou então os braços sobre o peito e passou a morder os lábios, encarando a grama sob seus pés.

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Re: Salgueiro Lutador

Mensagem por Vito S. Beauford em Ter Dez 13, 2016 11:44 pm



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Agatha e Aisha. Não é a primeira vez que ouve esses nomes, mas nunca havia conhecido alguém que os possuísse, o jovem pensa enquanto balança gentilmente a mão estendida da lufana. Só agora percebera como a morena está com o rosto avermelhado, talvez por ter feito algum esforço ou pelo efeito da brisa gelada na pele.

Sua atenção então muda para a sonserina e Vito ri consigo mesmo ao considerar a pergunta da loira. Se lembra muito bem do tempo que levou para se localizar no castelo algumas horas atrás, mas não tem certeza se ela está perguntando sobre a adaptação física ou mental. Será que está tão na cara que eu não faço ideia do que estou fazendo nesse lugar?

— Tudo aqui é bem legal e grandioso, mas confesso que todos esses corredores e escadarias me deixam um pouco confuso — Ele diz de bom humor, se atendo aos fatores físicos e não na bagunça que ronda sua cabeça, ele não está nada disposto a falar sobre essa parte — Nunca estive em um castelo, mas passarei muito tempo por aqui, então...— Vito dá de ombros

Ele percebeu como Aisha parecia ter viajado para outro planeta enquanto ele falava, não tem nem certeza se ela ouviu a resposta e se pergunta se ela está entediada ou se esse é só o jeito dela. Após um suspiro desanimado, a atenção da morena se volta para as mãos do loiro e sua expressão imediatamente muda para curiosidade. Por alguns segundos ele havia se esquecido do diário que carregava.

— A pergunta não incomoda. — Ele sorri para tranquilizá-la — Escrevo um pouco de tudo: Histórias, sentimentos, descobertas, aprendizados… Tudo que eu pense que seja interessante, útil e até algumas bobeiras...— Ele começa com empolgação, mas esta logo se torna constrangimento ao se dar conta de que falara demais.

A garota pode ter perguntado por educação e ele desatara a falar. Esse é possivelmente o único assunto pelo qual ele pode falar por horas a fio, mas isso não significa que os outros queiram ouvir. Tudo o que ele não precisa é que pensem que ele é um chato.

É por isso que ele prefere ficar na dele à socializar com os outros. Na verdade esse é só um dos motivos. Ele nunca soube como lidar com pessoas, sabe muito bem que tem uma personalidade difícil. É muito impaciente e sincero ao extremo, passando-se muitas vezes por grosso. Conhece bem sua teimosia exacerbada e da tendência ao sarcasmo. É frequentemente chamado de frio, pois, além de odiar expor sentimentos, não sabe como fazê-lo, o que já rendeu alguns fins de relacionamento. A mãe é a única que o entende e que sabe lidar com o filho "rebelde", talvez seja por isso que é tão ligado a ela.

— E vocês? — O corvino tenta mudar de assunto na esperança de que elas esqueçam a gafe — O que estão achando daqui? — Completa olhando de uma para a outra.



ROUPAS: Uniforme da Corvinal ▪ COM: Agatha e Aisha ▪ DIA: Nublado







Última edição por Vito S. Beauford em Qui Dez 15, 2016 2:56 pm, editado 6 vez(es)
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Re: Salgueiro Lutador

Mensagem por Agatha Parrish em Qua Dez 14, 2016 8:18 pm

Salgueiro Lutador
Após a reposta do loiro, Agatha entendeu que ele não gostaria de falar sobre seu psicológico, algo que ela estava totalmente direcionando a pergunta, mas não resolveu retrucar. Ela só retrucava e era irritante com seus amigos, algo que estava em falta em Hogwarts.

Agatha começou a pensar com a pergunta de Vito, por mais simples que fosse ela não sabia realmente o que estava achando de Hogwarts. Apesar de viver em uma casa com grandes cômodos, era completamente incomparável, o castelo era imenso, muitas vezes parecia que a ia engolir com sua imensidão de escadas, portas e janelas.

Ao mesmo tempo que achava Hogwarts assustadora com sua grandiosidade e um tanto solitário, era acolhedor, como se lá fosse um lar que Agatha poderia contar.

–É bem gigante, eu já era acostumada com casas grandes, mas essa é realmente imensa... – ela pensou mais um pouco antes de continuar –Nada que eu não possa me acostumar, mas ainda tenho opiniões contraditórias sobre aqui.

O silêncio começou a bater na conversa, ela já não sabia o que fazer para continuar, não era muito de criar assuntos rapidamente. Agatha gostava de conversas profundas, mas é impossível de se abrir tão rápido a estranhos que só conhecia o primeiro nome, ela precisaria de confiança...

Agatha olhou para os céus e viu corujas voando para todos os lados, provavelmente estavam passando para entregar o convite que recebera ontem a noite ou até mesmo descansando, ela não tinha certeza se todos os alunos receberam tudo de uma vez... Era um convite sobre um baile de máscaras em Hogwarts, a recepção já tinha sido grandiosa e as refeições eram banquetes, ela tinha grandes expectativas.

Bailes e festas deixavam Agatha extremamente ansiosa, ela gostava de esbanjar beleza e se sentia poderosa, talvez tenha sido um dos motivos por ter ido parar na Sonserina: ela gostava de ser a melhor de todas. Ela então resolveu os perguntar o que achavam sobre isso.

–Vocês receberam o convite para o baile de máscaras, certo? –ela pergunta com tom um pouco animado, não queria parecer ansiosa demais  –Vocês irão?

Ela aguardava as respostas um pouco sorridente com esse fato, encarando primeiro Aisha e logo em seguida Vito.
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Re: Salgueiro Lutador

Mensagem por Aisha Müller em Qua Dez 14, 2016 11:42 pm



Salgueiro Lutador

Aisha ouvia com atenção cada palavra dos jovens a sua frente, surpreendendo-se ao constatar que se identificava quase completamente com os jovens. Nunca frequentara locais grandiosos como Agatha, mas possuía a mesma opinião contraditória. Quanto a Vito, bem, ela não tinha como concordar mais.

— Confusão é a palavra chave, Vito. — A garota riu levemente. — Precisei da ajuda de um fantasma para chegar até aqui, além de não fazer a menor ideia de como vou voltar ao dormitório. E olha que ele pode ser considerado perto.

Preferiu guardar para si o fato de sentir-se extremamente desconfortável com toda aquela imensidão. Não que o castelo não a encantasse, mas estava acostumada a viver com simplicidade, sempre vendo beleza nas pequenas coisas e no menor dos gestos. Ela definitivamente não nascera para grandiosidade, não sabendo como se ajustar a tal ambiente. Sentia falta de casa e, principalmente, de sua mãe. Aisha não conseguia parar de pensar sobre como ela deveria estar agora que estava completamente sozinha.

— Apesar disso, tudo uma questão de perspectiva. Nós podemos encarar isso como um empecilho ou como um desafio. — Continuou, dando de ombros. — Quando nasci fiquei com preguiça e não passei na fila do senso de direção, então vou simplesmente dar um jeito de me virar e tentar não ficar presa eternamente em uma sala que tenha um dragão ou algo do tipo. Ah sim, também estou rezando a Merlin ou qualquer entidade divina que queira me dar uma mãozinha porque estou apavorada para o início das aulas.

Percebeu que estava tagarelando apenas quando o ar faltou em seus pulmões. Respirou fundo, desconfiando que o discurso que dera era mais para convencer a si mesma do que aos outros. Repreendeu-se mentalmente, mas esqueceu o que fazia ao ouvir a resposta de Vito a sua pergunta sobre o que ele escrevia. Aisha notou que ele parecia empolgado, não só pelo seu tom de voz, como também pelo brilho em seus olhos, mas por algum motivo ele fechara-se ao assunto.

— Que legal! Passar os sentimentos para o papel parece ser uma forma boa de manter a mente sã. — A morena havia se empolgada com o assunto, mas achou melhor não aprofundar a conversa, pois poderia causar desconforto. Afinal, se ele havia parado de falar, era por algum motivo. — Está vendo Agatha, quando nós estivermos com noventa anos de idade, esquecendo nossos próprios nomes, ele vai lembrar-se de tudo. Bem, se um dia quiser compartilhar uma história, eu adoraria ouvir.

Sorriu brincalhona. Sempre fora apaixonada por livros, histórias e qualquer coisa que poderia tira-la da realidade. Até tentara transmitir algo para o papel, alguns anos atrás, mas logo percebeu que a arte gostava apenas de ser admirada por Aisha.

Aisha deu um tapa da testa, gemendo ao ouvir Agatha comentar sobre o baile. Seu humor havia mudado bruscamente para pior. Havia esquecido completamente do convite que recebera pouco antes de sair de seu dormitório. Ao contrário da morena, a mais nova conhecida para ligeiramente empolgada. Não podia culpa-la, talvez bailes fossem divertidos para Agatha, da mesma maneira que enfiar-se embaixo das cobertas lendo um bom livro era para Aisha.

— Sinceramente? Eu não sei. — A garota encolheu-se timidamente. — Bailes e festas me deixam apavorada. Eu prefiro o aconchego de minha cama, entende? Não sei como socializar, me comportar e nem o que vestir. Lugares com muitas pessoas não é bem a minha praia. Mas e você, o que pretende fazer?




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Re: Salgueiro Lutador

Mensagem por Vito S. Beauford em Qui Dez 15, 2016 11:02 am



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Vito ouviu aliviado que as garotas também não estavam totalmente adaptadas ao castelo. Ainda assim, elas falaram sobre o espaço físico, provavelmente tão receosas quanto o corvino de se abrir com estranhos.

Desde que chegou a Hogwarts não tivera tempo de pensar sobre o início das aulas, mas o comentário da lufana fez com que um calafrio subisse por sua espinha. Notas nunca foram um problema, estudar nunca o incomodou, na verdade era algo que ele fazia com gosto. Os únicos problemas que ele já tivera na escola eram sempre relacionados à discussões, tanto com alunos quanto professores. A incapacidade de se calar diante de injustiças e o impulso de manifestar sua opinião, independente de ser a favor ou não à da outra pessoa (e geralmente não era), já lhe renderam algumas punições. Mas ele esperava que isso não acontecesse aqui.

Aisha o surpreendera com a empolgação que demonstrou à respeito da escrita, tanto que mal percebera o sorriso que surgira em seu próprio rosto durante a fala da morena. A ideia de deixá-la ler algum de seus textos não pareceu algo impossível. No fim, falar de sua maior paixão pode não ter sido um erro, talvez ele tenha encontrado uma cúmplice para falar sobre o assunto.

É impressionante o que o pouquinho de esforço que Vito fizera ao ser sociável agora podia levar ao início de uma amizade, ou ao menos a um coleguismo. Ele foi para Hogwarts com a ideia de fazer tudo diferente da sua vida trouxa, e estabeleceu como primeiro passo não se isolar das pessoas. Agora ele estava ali, conversando com duas garotas, disposto a fazer dar certo.

Quando Agatha cita o evento, por mais que o loiro não tenha uma reação tão exagerada quanto Aisha, a careta em seu rosto demonstra a mesma falta de vontade e ele espera que isso não tire o brilho de empolgação dos olhos da sonserina.

Enquanto Vito pensa no que dizer sem querer soar rude, a lufana toma a frente e é como se ela tivesse lido seus pensamentos. Era bom não ser o único a pensar daquela forma.

— Concordo com Aisha, também não gosto muito de festas. — Ele olha brevemente para a morena grato por não precisar se estender demais na resposta pois ela já havia dito tudo. — Prefiro passar meu tempo livre escrevendo, tocando ou até mesmo estudando. — E ele não pode deixar de pensar o quanto isso é patético.

As únicas festas que ele costumava frequentar eram as que a ex namorada o obrigava e, é claro, as suas próprias festas de aniversário, mas essas só duraram até os 8 anos, quando ele pediu à mãe que não fizesse mais. Nunca tinha estado em uma festa bruxa, mas apesar de não gostar da ideia, ele já havia decidido dar uma chance a novidades, na pior das hipóteses era só deixar o salão e voltar para o quarto.

— Mas mesmo não sendo o meu ideal de diversão, eu pretendo ir. — Ele diz displicente enquanto corre os dedos por seus fios loiros. — Preciso experimentar antes de dizer que não gosto, certo? — O jovem corvino sorri divertido na esperança de parecer convincente.

Agatha claramente não via a hora de ir para a festa, então ele sabia que não estaria sozinho. No entanto ele torcia para que Aisha também fosse, seria menos difícil pra ele estar lá sabendo que ela também não está em seu ambiente preferido.


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Última edição por Vito S. Beauford em Qua Dez 21, 2016 9:54 pm, editado 1 vez(es)
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Re: Salgueiro Lutador

Mensagem por Agatha Parrish em Sab Dez 17, 2016 11:01 pm

Salgueiro Lutador
Apesar de ter sido um tanto empolgada, Agatha imaginava que eles não iam ficar tão entusiasmados com o baile, mas não deixaria de os convidar, eles foram agradáveis com ela e isso a fez se sentir melhor.

–Sim, Vito. Novas experiências não são ruins.-a loira diz os encarando

Mas ela mesma sabia que não gostava muito de experiências novas, a área de conforto era ótima e entendia o receio de Aisha quanto a isso, só que ela mesma nunca foi em uma festa bruxa então seria uma experiência ao menos divertida.

–Venham para o baile comigo!-Agatha tentava soar confiante –Por favor, vocês não vão se arrepender, espero.

Agatha estava tentando ser convincente, geralmente fazia isso quando queria algo, ela era bem persuasiva e não se importaria em ser insistente.
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Re: Salgueiro Lutador

Mensagem por Aisha Müller em Dom Dez 18, 2016 12:17 pm



Salgueiro Lutador

Aisha respirou aliviada ao saber que não era a única empolgada com o tal baile. Não que ela se incomodasse em ser diferente e ter seus próprios ideais, porém era sempre legal ter um certo apoio. Por outro lado, ver Agatha tão entusiasmada acabava por ser um pouco contagiante. Além disso, poderia ser essa a sua chance de aproximar-se mais dos novos colegas e até, quem sabe, conhecer gente nova. Não era porque sua vida no mundo trouxa era solitária que a sua bruxa precisaria ser, certo?

A lufana mordeu os lábios, considerando a proposta da jovem. Os olhos da sonserina pareciam brilhar de ansiedade e, talvez, nervosismo. Aisha suspirou e colocou uma das mãos na cintura, inclinando ligeiramente a cabeça para a esquerda, semicerrando os olhos.

— A comida é boa? Preciso de um motivo mais forte do que "vai ser legal". — O tom de voz de Aisha exalava seriedade, assim como sua face. Claro que a garota já havia decidido ir, a comida sendo boa ou não. Apesar de preferir muito mais a primeira opção.

Começou então a rir, tentando parecer mais animada do que realmente estava. Se Vito podia fazer este esforço, ela também podia.

— Tudo bem, senhorita top model, eu vou. — Um sorriso brincou nos lábios de Aisha. — Mas nem pense em me embebedar ou me abandonar por lá. Não estou muito afim de tropeçar em outra pessoa.

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Re: Salgueiro Lutador

Mensagem por Vito S. Beauford em Qua Dez 21, 2016 10:24 pm



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A ideia do baile pareceu ainda mais interessante para Vito ao pensar no banquete, sua boca instantaneamente começou a salivar. Ele não tinha dúvidas de que a comida seria maravilhosa.

A falsa animação de Aisha o fez rir consigo mesmo, ela não o havia enganado e duvidava muito que tivesse enganado Agatha. De qualquer forma ela ganhara pontos com ele por tentar.

A cada momento duvidava mais da possibilidade de se entediar durante a festa, seria no mínimo muito engraçado estar com as duas.

O comentário sobre a lufana ficando bêbada o fez lembrar das festas de Oslo, era impossível que alguma terminasse sem nenhum escândalo envolvendo esse tema. Inclusive sua ex costumava protagonizar grande parte dos incidentes. Um arrepio desagradável percorreu o seu corpo com as lembranças da quantidade de vezes que teve que carregá-la de volta pra casa. Ele nunca chegou a esse ponto, não que não bebesse álcool, mas nunca ficara bêbado. De qualquer forma, as coisas são diferentes por aqui e ele espera que as festas sigam a mesma regra.

— Então é isso! Iremos juntos ao baile. —Vito sorri sincero, sua voz cheia de uma legítima animação, que se faz presente pela primeira vez desde que começaram a conversar sobre o assunto.

"Agora só preciso conseguir uma máscara…"


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