Times Square

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Times Square

Mensagem por Narrador em Qua Dez 30, 2015 3:06 pm




Times Square é a denominação da área formada na confluência e cruzamento de duas grandes avenidas da cidade de Nova Iorque, Estados Unidos; podendo ser definida como uma grande praça ou largo, composta por vários cruzamentos e esquinas.

Times Square



Última edição por Narrador em Sab Jun 24, 2017 8:06 pm, editado 1 vez(es)

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Re: Times Square

Mensagem por Luna Montenegro em Ter Jan 03, 2017 9:16 pm

WREAK HAVOC
me x you x thoughts x spells

it’s better to follow me: i make no apologies.

Alguns podem considerar Luna Montenegro uma mulher insana mas, para ela, era incrivelmente normal. Claro, ela tinha uma beleza fora do normal, mas este não é o ponto — o que estamos tentando esclarecer aqui é que ela era, não, é uma latina-americana forte, maravilhosa e encantadora. Quando acordou depois de seu sono de beleza da tarde ponderou sobre isso, e enquanto vestia-se com as roupas glamourosas de sempre, percebeu que era quase perfeita. Pelo menos, era o que sua mãe costumava dizer.

O pensamento de Felicia gelou cada centímetro de pele em seu corpo.

Beladona balançou a cabeça, afastando qualquer memória sobre a latina mais velha. A jaqueta escura de couro passou pelos braços finos e ela ajeitou o cabelo, os lábios cheios de batom curvando para um sorriso. A única razão pela qual estou aqui é para causar estrago. Aparatou para a Times Square e tentou não borrar o rímel quando esfregou os olhos.

Sua próxima vítima estava num bar. Reconhecia o homem; era Victor Aldertree, um renomado auror conhecido por matar comensais com qualquer arma que estivesse em suas mãos. Patético. Tirou a jaqueta, revelando os ombros nus e o corpo coberto por um top e saia brancos extremamente colados, cujo material se assemelhava ao látex.

(Mas não era. Luna não tinha esses tipos de… fetiches.)

Andou até Aldertree, os saltos fazendo um som oco que era abafado pelas pessoas conversando. Ouviu um cara assoviar para ela e uma mulher de cabelo azul-bebê encarar suas pernas. A Montenegro podia ter qualquer pessoa dali, qualquer uma — e gostava disso. Ela aceitava sua sexualidade e tentava não ter inseguranças; ninguém precisava saber que ela tinha inseguranças, afinal.

Debruçou-se sobre o balcão e pediu um Bloody Mary, a receita que lembrava-a de Jonathan, um amigo de adolescência que transformara-se em um vampiro. Havia um tempo desde a última vez que havia o visto. Com a bebida em mãos, moveu-se pela pista de dança, achando seu lugar no meio de um círculo que se formava, onde de tempos em tempos alguém iria para mostrar alguns passos de dança em cima de um amontoado de caixas. Assistiu dois garotos que aparentavam ter dezoito anos dançarem e aquele foi o tempo de terminar o drinque antes de subir no palco improvisado.

Victor havia levantado da cadeira e segui-a com o olhar, ficando dentro do círculo também. Luna não era muito de fazer ataques assim, participando ativamente apenas em pequenas batalhas e infiltrada em pequenos grupos sob um disfarce, então era impossível que Aldertree a reconhecesse. Balançou os cabelos, mexendo os quadris no ritmo da música. Conhecia a canção de algum lugar; a batida era, com certeza, familiar.

Passou as mãos por debaixo do queixo e encarou o auror, o fogo no olhar do homem. Sorriu abertamente, abaixando até o chão apenas para fazer o caminho de volta. Levou os braços para cima da cabeça e bagunçou os fios negros enquanto deixava o resto do corpo fazer o trabalho, tratando de movimentar cada músculo, cada osso. Recebeu uma pequena salva de palmas quando terminou e, antes que pudesse ir para o bar, sentiu uma mão em seu antebraço.

— Oi, chuchu. — Por dentro, o apelido fez Montenegro revirar os olhos e querer dar um tapa na cara do homem. Como podia ser tão ridículo? — Quer ir para um lugar mais fechado?

Deu uma risada forçada.

— É claro — moveu-se para mais perto do homem olhando nos olhos castanhos do mesmo, enquanto levava sua mão para a virilha dele. — Eu adoraria. — Segurou em sua mão e aparatou em seu apartamento em Manhattan. Gostava de ter vários locais para dormir. Precaução, você sabe.

O clube era visitado por bruxos em sua maioria então Aldertree nem estranhou.

Assim que sentiu uma superfície plana sob seus pés, Victor puxou a morena diretamente para um beijo. Ele babava demais e não tinha muito jeito com o ato — na mente, Luna só conseguia pensar em nojento, nojento, nojento — mas Montenegro continuou. Tinha que fazer isso de qualquer jeito, não importa se o beijo é ruim ou não. O ditado é outro, mas faz diferença?

Ela levou-o até o quarto, não se preocupando em trancar a porta. O empurrou na cama, sentando sobre os quadris do homem e levando o dedo indicador até os lábios dele. Victor sorriu e Luna procurou pela venda na mesinha de cabeceira, deixando o pano próximo. Tirou a camisa dele de uma vez só, recebendo um olhar em aprovação do mais velho, colocando a venda nele logo em seguida. Depois, prendeu seus braços à cama com o auxílio de algemas, tendo Victor sorrindo.

— Atrevida, uh? Gostosa. — Luna apenas riu em seguida, vomitando por dentro. Nunca que frases daquele jeito a deixariam com vontade de fazer algo.

— Já volto, ok? Vou vestir algo especial — Levantou-se e pegou uma faca da cozinha, juntamente com sua varinha. Vestiu luvas feitas de seda cor de cobre para manusear a faca, sendo bem cuidadosa em relação à impressões digitais. Esperou um tempo antes de voltar para o quarto. — Cheguei.

A palavra escapou de seus lábios com naturalidade, a voz carregada de uma falsa luxúria. Aldertree sorriu torto, os pulsos tentando se livrar das algemas e os quadris se levantando cada vez mais dos lençóis. Luna passeou a mão coberta pela luva pelo peitoral do auror, a expressão impassível, porque no fundo, embora se recusasse a admitir, estava gostando daquilo. Estava no controle — a sensação não podia ser melhor. Procurou pela varinha nos bolsos dele e colocou-a no criado-mudo. Ele não pareceu perceber.

— Qual o seu nome, docinho? — ele perguntou, a frase saindo meio torta. — O que vai fazer comigo?

— Elvira. — Sussurrou ao pé do ouvido dele e Victor mordeu o lábio inferior. — E eu só vou… te machucar um pouquinho.

Quando Aldertree finalmente percebeu o que Luna faria com ele, era tarde demais. A faca já estava encravada em sua coxa. O grito do auror ecoou pelo quarto e a comensal gargalhou, fitando o suor escorrendo do rosto do moreno fortemente. Ela rodou o objeto e o tirou, sabendo que havia manchado o lindo lençol branco. Lindo, lindo, sangue sujo de auror manchando meu quarto.

— Você realmente acreditou que eu iria ficar com você? — ela riu. — Não me leve a mal, mas ‘chuchu’ e ‘docinho’? Pelo amor de Merlin, Aldertree! — tirou a varinha da mesa. Crucio. Crucio.

O feitiço atingiu-o duas vezes e continuou, o sangue espirrando a cama e a linda vestimenta da Montenegro mais velha. Pelo menos, pensou, não é da coleção especial da For Your Information. Os espasmos e berros do auror estavam começando a irritá-la.

— Vamos dar um fim a isto? Vamos. Sectumsempra.

Os cortes apareceram na pele falsamente bronzeada de Victor — sabia reconhecer um bronzeado real de longe — e ele sangrava, sangrava muito. Tinha certeza de que a faca havia acertado uma veia importante porque tinha, porque era incrivelmente boa em qualquer coisa que fizesse. Aldertree era um auror renomado e muito bom, mas deixou a desejar no quesito beleza. Levou os dedos ao pescoço dele sentindo a pulsação fraca e o obliviou, mandando o corpo para a frente do Saint Mungus.

Com um aceno de varinha, limpou o apartamento inteiro e aparatou diretamente para a casa na Inglaterra, onde Isaac provavelmente perguntaria onde ela estava durante a noite toda.

Luna Beladona Montenegro era, de fato, uma mulher insana.


LUNA WAIMARIE BELADONA MONTENEGRO
what is stronger than the human heart, which shatters over and over and still lives?
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Bruxo das Trevas
Sangue :
  • Puro

Idade :
24

Imagem :
we all got our things

Relacionamento :
Na pista para negócio.

Varinha :
Olmo com núcleo de Artéria de Ramora

Data de nascimento :
01/11/1992

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